sábado, 22 de dezembro de 2007

AO FILÓSOFO POSTUMO


Teu olhar é distante...
A força que tinhas em teu corpo já não tem
Mas da doença tiraste força
Teu pensamento, contínuo movimento
Afirmaste a vida pela tragédia
Superaste o niilismo do qual te acusam
Tua seta lançou distante
Teu profeta compartilhou
Não foste compreendido
E compreender-te, ainda tentam
Nasceste póstumo e prolongaste a fala
Noventa segundos de uma imagem
Foi o que deixaste
E o eterno retorno de tuas palavras...


Marcelino Amoedo

Um comentário:

Chico Veríssimo disse...

e suas palvras não foram nada além de "vida".