quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

FLORESTA DA TIJUCA


Foste mata nativa
Vida acolheu em teus braços
Em tua exuberância altiva
Córregos teciam seus traços

Homens tiraram tua vida
Árvores cederam a machados
Ao café tu foste rendida
Da mata arbustos parcos

A beleza a ti devolvida
Por escravos ipês plantados
Hoje refúgio do cosmopolita
A busca do canto dos pássaros

Tens por sobrenome Tijuca
Onde postado teus morros
Do Papagaio avisto a costa
Do mar velas e barcos

Marcelino Amoedo

Um comentário:

Sonja D' Amoêdo disse...

Quando li esta poesia, pude sentir todo o peso da nostalgia que ela carrega em suas palavras. Amei. Continue escrevendo. Mamãe.