sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

SILÊNCIO


Silêncio, companheiro do pensar
Em sua quietude, um turbilhão de vozes põe-se a calar
As adversidades do dia, ficam para trás
A mente agora, se põe em alerta
Para ouvir o que diz o poeta
O eco de sua voz, agora ressoa
Como um sino barroco a nos chamar
As palavras têm vida, saltam da mente e da boca
O pensamento frenético, agora se torna
Como voz reprimida se põe a gritar
As mãos não controlam, o movimento da pena
A folha se enche por magia e encanto
As palavras nos falam de mundos distantes
Lugares conhecidos, e a conhecer
Pessoas amadas e outras nem tanto
As horas se passam, com o silêncio a meu lado
Na solidão da noite, alegria me traz


Marcelino Amoedo

2 comentários:

Chico Veríssimo disse...

é somente no silêncio, que o homem é capaz de conversar com si próprio...

entranho né? Como o mais perto é também o mais difícil de se ouvir...

Sonja D' Amoêdo disse...

O silêncio sempre foi um bom companheiro e um bom conselheiro em todas as horas. Bjs. Mamãe.