Como sobreviver a aurora do pensamento?
Não vejo mais as cores,
que um dia pintaram o mundo.
A luz perdeu o brilho o sentido esvaziou.
Dor parturiente trespassa o meu ser.
Corro aturdido, me agarrando ao que passou.
O conforto do conhecido,
ainda mostra sua sedução.
Mas quem se lança no abismo
não pode o tempo perder.
As correntes que me prendiam,
agora corroídas
pelo tempo da ilusão,
não suportam mais o peso,
rompem-se os grilhões.
Livre do mundo vero,
caminho pelo incerto,
criando a esquina próxima,
que ainda vou dobrar.
Ao som do rugido,
se finda o camelo.
O leão papel cumprido,
à criança da lugar.
Os dados em suas mãos,
e o destino a abraçar.
Marcelino Amoedo
Não vejo mais as cores,
que um dia pintaram o mundo.
A luz perdeu o brilho o sentido esvaziou.
Dor parturiente trespassa o meu ser.
Corro aturdido, me agarrando ao que passou.
O conforto do conhecido,
ainda mostra sua sedução.
Mas quem se lança no abismo
não pode o tempo perder.
As correntes que me prendiam,
agora corroídas
pelo tempo da ilusão,
não suportam mais o peso,
rompem-se os grilhões.
Livre do mundo vero,
caminho pelo incerto,
criando a esquina próxima,
que ainda vou dobrar.
Ao som do rugido,
se finda o camelo.
O leão papel cumprido,
à criança da lugar.
Os dados em suas mãos,
e o destino a abraçar.
Marcelino Amoedo
Um comentário:
Quando li este poema a primeira que pensei foi "tio Nietzsche vai ficar contente"... Mas, falando sério... me lembra a históra da Simone de Beauvoir qdo teve contato com a failosofia do sarte... ela disse q havia perdido seus valores e contruído sobre um nada... Não creio q seja o seu caso, mas a descontrução dos valores q a filosofia provoca é deseperadora...
Vc devia ter colocado o último vero na prova de Antropologia... muito boa a junção com o Heráclito...
Meu querido, onde estava escondido tamanho talento???
Postar um comentário