sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

ATRAVÉS DA JANELA


Vou abrir a janela
Para entrar a poesia
Deita-la na folha
Expressa-la em versos

Respirar seu aroma
A inundar minha alma
Acelerando meu pulso
Espantando meu sono

As paredes do quarto
Não podem conte-la
A transformar o ambiente
Multiplicar os sentidos

Temendo perde-la
Pulo a janela
Procurando seu rastro
Em cada estrela

Seguindo a deixa
Do amigo poeta
Encontro na noite
A amada poesia

Marcelino Amoedo

Um comentário:

Chico Veríssimo disse...

Fecham-se as janelas, as portas, as gavetas.
Quebram-se as penas, os teclados.
Rasgam-se as folhas e os guardanapos.
Mas, a poesia sempre continuará,
impassível,
esperando quem possa escutá-la.