
Vou abrir a janela
Para entrar a poesia
Deita-la na folha
Expressa-la em versos
Respirar seu aroma
A inundar minha alma
Acelerando meu pulso
Espantando meu sono
As paredes do quarto
Não podem conte-la
A transformar o ambiente
Multiplicar os sentidos
Temendo perde-la
Pulo a janela
Procurando seu rastro
Em cada estrela
Seguindo a deixa
Do amigo poeta
Encontro na noite
A amada poesia
Marcelino Amoedo
Para entrar a poesia
Deita-la na folha
Expressa-la em versos
Respirar seu aroma
A inundar minha alma
Acelerando meu pulso
Espantando meu sono
As paredes do quarto
Não podem conte-la
A transformar o ambiente
Multiplicar os sentidos
Temendo perde-la
Pulo a janela
Procurando seu rastro
Em cada estrela
Seguindo a deixa
Do amigo poeta
Encontro na noite
A amada poesia
Marcelino Amoedo
Um comentário:
Fecham-se as janelas, as portas, as gavetas.
Quebram-se as penas, os teclados.
Rasgam-se as folhas e os guardanapos.
Mas, a poesia sempre continuará,
impassível,
esperando quem possa escutá-la.
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